Tempo seco exige atenção no manejo da soja
Semeadura da soja atinge 98% no Rio Grande do Sul
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O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (29) aponta que a semeadura da soja no Rio Grande do Sul alcançou 98% da área prevista e deve ser concluída nos próximos dias, condicionada à reposição de umidade no solo. No estágio de desenvolvimento, a estimativa é de que 42% das lavouras estejam em fase vegetativa, 46% em floração e 12% em enchimento de grãos.
Segundo o informativo, as condições climáticas recentes, com “elevada amplitude térmica, mínimas inferiores a 10 °C e máximas próximas a 40 °C”, além do predomínio de tempo seco, alta radiação solar e ventos frequentes, intensificaram a demanda evaporativa e a perda de umidade do solo. As precipitações registradas foram descritas como “isoladas, irregulares e em baixos volumes”, insuficientes para recompor o armazenamento hídrico no perfil do solo.
O boletim relata que algumas lavouras em floração e em início de enchimento de grãos, fases de maior exigência hídrica, já apresentam “sinais fisiológicos de estresse em solos mais rasos ou arenosos”, com possível impacto sobre a fixação de vagens caso a restrição de água persista. De modo geral, o potencial produtivo da safra é apontado como elevado, mas condicionado à regularização das chuvas para a manutenção do desempenho e para assegurar a formação e o enchimento de grãos.
No aspecto fitossanitário, a Emater/RS-Ascar informa que o tempo quente e seco tem restringido a evolução de doenças foliares, embora ainda sejam necessárias aplicações preventivas para ferrugem-asiática, especialmente nas áreas em estádio reprodutivo. O informativo registra aumento pontual de insetos-praga, como percevejos, tripes e ácaros, o que demanda monitoramento e intervenções conforme os níveis de ação. O controle de plantas daninhas encontra-se em fase final na maior parte das áreas, com eficiência de herbicidas residuais, principalmente para espécies de folhas largas.
Para a safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica área cultivada de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg por hectare.